INFOPESCA Internacional 36

Os vendedores e compradores também influem na qualidade do pescado para o consumo interno: o caso centro-americano
Por Claudia Stella Beltrán Turriago
Ainda há muita coisa para se fazer se queremos aumentar o consumo interno de pescado dos nossos países. A primeira coisa é melhorar o produto. Em seguida está a melhora da logística de transporte e de venda, os preços e as estratégias de promoção. A autora trabalhou na América Central durante muitos anos. Lá, ela elaborou um diagnóstico sobre a importância da qualidade e as atitudes dos vendedores e dos consumidores frente à dinâmica da oferta e da demanda dos produtos pesqueiros em todos os tipos de pontos de venda, desde os mercados populares até os mais modernos supermercados. Todos são aperfeiçoáveis e a autora propõe algumas alternativas, partindo sempre do ponto de vista que o papel do consumidor é insubstituível

Floresce o comercio pesqueiro no triângulo dourado do Sudeste Asiático
Por Sudari Pawiro
Já há muito tempo que um fluxo comercial de pescado moderado se consolidou entre alguns países da ASEAN (Tailândia, Indonésia, Singapura y Malásia). Nos últimos anos este fluxo cresceu muito. O alto consumo per capita de pescado nesta região, somado às condições econômicas favoráveis destes países explicam o crescimento da comercialização regional e estes fatores também permitem prognosticar a continuidade deste crescimento no futuro.

Preservação do pescado por meio de radiações ionizantes
Por Edy Valdés
A irradiação de alimentos é um método eficaz de prolongar o tempo de armazenamento e a vida útil do produto. Combate e inibe o desenvolvimento de insetos e de parasitas além de reduzir a carga de microorganismos. É um método bem difundido nas especiarias e nos condimentos. O artigo descreve a história desta tecnologia, da sua aplicação nos alimentos e detalha uma experiência realizada com pescado pela autora no seu país de origem.

Reprodução e larvicultura do pacamã
Por Ronald Kennedy Luz, Yoshimi Sato e José C. E. dos Santos
Continuam surgindo novas espécies nativas com um grande potencial comercial na nossa região. Desta vez se trata do pacamã, um peixe que oferece diversas possibilidades, desde o repovoamento das águas interiores, até um papel ornamental em aquários, passando pelo seu cultivo com finalidades alimentares. Os autores descrevem com detalhes as operações que permitem a sua reprodução e a larvicultura em cativeiro.

Trabalhadores da pesca apresentam um projeto de pesca responsável
Por Sergio Colo
O desenvolvimento pesqueiro industrial do Uruguai atingiu o seu ápice na década de 1970, com uma indústria voltada à exportação de pescado congelado e baseada em pouquíssimas espécies. Nos últimos anos, entretanto, verificamos profundas mudanças (queda dos mercados, diminuição das capturas e diversificação das espécies), o que fez com que a realidade atual fosse bem diferente da existente naqueles primórdios. Neste artigo, um tripulante veterano conta a história desde o ponto de vista das organizações sindicais e descreve um projeto alternativo ao modelo que prevaleceu até o momento.

Avança o projeto de mercados internos: São realizados seminários em várias cidades
Por INFOPESCA
O projeto FAO TCP/RLA/3111 (melhora dos mercados internos de pescado e de produtos pesqueiros na América Latina e no Caribe), foi comentado e descrito num número anterior desta revista (ver n°32, out/dez 2007). A idéia fundamental é de promover o consumo interno e regional dos produtos da pesca e da aqüicultura, melhorando as condições de comercialização e garantindo a qualidade em todas as etapas da distribuição. Seguindo a programação do projeto, está a realização de seminários destinados às pessoas diretamente envolvidas com a venda do pescado (peixeiros e distribuidores) assim como os demais atores da cadeia de distribuição, dos produtores aos consumidores, incluindo também o mundo acadêmico, assim como funcionários públicos envolvidos na organização dos mercados e na inspeção de produtos pesqueiros.