INFOPESCA Internacional 13

O comércio de bivalves na Europa
por Alessadro Lovatelli
O mercado de bivalves na Europa foi grandemente incrementado a partir da segunda metade do século XX, principalmente devido ao crescimento da aqüicultura. A maior parte da comercialização destes bivalves se dá nos próprios países europeus. A perspectiva de mercado para moluscos provenientes de outros países parecem ser boas, uma vez que cumpram estritamente as normas de qualidade e que visem nichos de mercado adequados. Este trabalho focaliza principalmente os mexilhões, as ostras e as vieiras.

O comércio internacional dos produtos da aqüicultura chinesa
por Chen Shuping
A aqüicultura tem sido o motor determinante da explosiva inserção da China no comércio mundial de produtos pesqueiros. Apesar das indicações de uma forte expansão produtiva no futuro, vários fatores sugerem que ainda existem muitos problemas a resolver a nível da comercialização destes produtos.

A sardinha na América Latina: captura, industrialização e comércio
por José Quiñones B.
Em várias regiões da América Latina, os pequenos pelágicos constituem um recurso primordial que permitiu o desenvolvimento e a manutenção de grandes indústrias pesqueiras. Muito se escreveu sobre a anchoveta, sobre o xixarro do Pacífico, principalmente sobre o seu papel na industria de farinha. O autor enfoca agora a sardinha, um recurso valiosíssimo pelas suas qualidades nutritivas e tecnológicas, com um enfoque particular no seu aproveitamento para a elaboração de produtos para o consumo humano.

Mercados mundiais para a tilápia
por Stefania Vanuccini
Considerada antes como um pescado de baixo valor, a tilápia ganhou nos últimos tempos uma maior aceitação por parte dos consumidores. Nos últimos anos, a aceitação do consumo da tilápia cresceu em países onde o produto não era tradicional, como os Estados Unidos, em outros alguns países do continente americano e na Europa. Os preços da tilápia são competitivos e conseqüentemente ela poderia representar um substituto importante para as espécies de pescado branco cuja oferta atual no mercado internacional se encontra em baixa.

Os acordos subregionais de gerenciamento pesqueiro no Atlântico Sudoeste
por Enrique Bertullo
O gerenciamento da pesca é sem dúvida um dos grandes temas da atualidade, não somente por estar no contexto das políticas de pesca responsável, mas também por ter um efeito óbvio nas economias dos países costeiros. Na América Latina, muito antes da celebração da Convenção pelos Direitos do Mar, já existiam acordos entre países vizinhos, muitos dos quais promovidos pela própria FAO. En este primeiro artigo sobre o tema, o autor faz referencia ao CARPAS, um acordo que envolvia a Argentina, o Brasil e o Uruguai, sugerindo a volta à sua vigência.

Piscicultura na Colombia: experiências na zona costeira do Caribe
por Jorge E. Mercado-Silgado e Ricardo Alvarez-León
Este artigo é a continuação do publicado no último número de INFOPESCA Internacional sobre as espécies viáveis para a aqüicultura na Colombia. Em especial, se apresenta uma síntese sobre os resultados obtidos durante 15 anos em relação às espécies que habitam o Caribe. São descritos os trabalhos realizados com camurupins, tilápias, bagres, pargos e tainhas, entre outros. As atividades de pesquisa incluíram o repovoamento das áreas costeiras, a adaptação em água doce das espécies marinhas e vice-versa, assim como a determinação das densidades ótimas de semeadura.

Cultivo sustentável de camarão: mitos e realidades
por George Chamberlain
A criação de camarões se converteu num tema controvertido principalmente no que diz respeito à sustentabilidade, ao meio ambiente, à produção e aos mercados. No início, a criação de camarões dependia em grande parte de recursos e de insumos naturais. A medida que a indústria foi progredindo, o uso dos insumos naturais foi baixando regularmente, substituídos por insumos elaborados, para um melhor controle e uma maior eficiência. É verdade que o setor foi objeto de muitas críticas e se chegou a dizer que o desenvolvimento da indústria global do camarão é destruidora do meio ambiente e não-sustentável. O autor examina de forma objetiva os diversos fatores enfrentados pela indústria, de maneira a separar o real do imaginário.