INFOPESCA Internacional
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A anchoveta:
suas vantagens dietéticas e nutritivas
por Guy Carvajal
Este artigo apresenta as vantagens do consumo desta espécie,
muito abundante no Peru, principalmente no que tange o
seu elevado teor de ácidos graxos da série
Ômega.
A indústria de farinha de peixe na América
Latina: qual será o seu futuro?
por J Santiago Caro Ros
A indústria de farinha de peixe na América
Latina, notadamente no Peru e no Chile, foi iniciada nos
anos 1950 para beneficiar uma imensa produção
de pequenos pelágicos. Esta indústria se
desenvolveu fortemente durante os anos 1970 nestes dois
países que passaram a ser os maiores produtores
mundiais. Enquanto a sobrevivência da indústria
depende do abastecimento contínuo de matérias
primas, campanhas estão sendo organizadas para
estimular o aproveitamento de pequenos pelágicos
no consumo humano direto.
Os países ocidentais: novos mercados para a
tilápia
par Stefania Vannuccini
A tilápia, que já foi considerada uma espécie
sem valor, boa somente para alguns nichos de mercados
étnicos, popularizou-se nestes últimos anos.
Consumida tradicionalmente em países da Ásia
e da África, foi só recentemente reconhecida
pelos consumidores dos Estados Unidos e da Europa. A tilápia
parece ter um bom potencial nos Estados Unidos e na Europa
como substituto de outras espécies de peixes de
carne branca.
A criação de rãs na América
do Sul
por Rolando Mazzoni
A criação de rãs é uma atividade
de desenvolvimento recente a nível mundial, devido
à diminuição das capturas tradicionais
de rãs, principalmente na Ásia. Com efeito,
a Índia proibiu estas capturas em 1986 e o Bangladesh
seguiu-lhe os passos em 1990. Neste fim de século,
a criação de rãs não é
mais uma utopia.
Desenvolvimentos recentes na seletividade das artes
de pesca
por Ruben Ercoli e colaboradores
O Grupo de Artes de Pesca do INIDEP argentino desenvolveu
um novo dispositivo para evitar a captura de juvenis pelas
redes de arrasto, chamado DEJUPA, assim como um dispositivo
de grades duplas para o arrasto de langostinos da Patagônia,
chamado DISELA II.
Este artigo demonstra a capacidade técnica regional
assim como as reais possibilidades de associar a rentabilidade
com a responsabilidade na pesca.
Acordos de equivalência para a inspeção
de produtos pesqueiros: desenvolvimentos recentes
por Krissana Soyhonphong e Carlos A Lima dos Santos
A equivalência é descrita pela Comissão
do Codex Alimentarius como sendo a capacidade dos diferentes
sistemas de inspeção e de certificação
de chegar a um mesmo resultado, mesmo com métodos
diferentes.
Os autores fazem uma revisão dos acordos atualmente
vigentes assim como dos desenvolvimentos em curso para
o uso deste tipo de acordo entre países exportadores
e países importadores.
Polacas do Alasca asiáticas: capturas, distribuição
e mercados
por Trond S]oholt
A polaca do Alasca é o principal peixe branco produzido
no mundo e é proveniente principalmente das águas
asiáticas. Até o início dos anos
1990, as capturas eram destinadas principalmente ao consumo
na União Soviética, na Europa do Leste e
na Ásia oriental. Entretanto, após as grandes
mudanças ocorridas na Europa do Leste e na China
no início da década, a polaca do Alasca
é cada vez mais destinada à União
Européia, aos Estados Unidos e ao Japão
(para a preparação de surimi).
A fauna acompanhante: uma dádiva do mar?
por Ivor Clucas
Apesar de muitas técnicas de redução
de captura de fauna acompanhante terem sido utilizadas
com sucesso na maior parte das pescas dirigidas, os desperdícios
continuam importantes. Em 1994, segundo uma estimativa
da FAO, mais de 9,5 milhões de TM de fauna acompanhante
foram capturadas e rejeitadas, somente no caso da pesca
camaroeira. Se por um lado é difícil evitar
desperdícios nas pescas dirigidas, por outro é
possível aproveitar várias espécies
até agora rejeitadas. Trata-se de um aspecto particularmente
importante nos países em desenvolvimento, no que
diz respeito à renda e à segurança
alimentar.
O mercado de pescado em Brasília
por Rui Donizete Teixeira e Raul Malvino Madrid
Com quase dois milhões de habitantes, a capital
federal do Brasil possui várias características
peculiares no que tange o consumo de pescado. Longe do
mar e de qualquer rio significativo, com uma aqüicultura
ainda em início de desenvolvimento, Brasília
obtem o pescado que consome das demais regiões
do País. Este artigo é extraido da série
"O mercado de pescado nas grandes cidades latino-americanas",
publicada por INFOPESCA.